, Fórum PAS - Prática em Atenção à Saúde 2013

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“Rastreamento de grupos de risco e intervenção em Obesidade, Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus juvenil em escolares do município de Sorocaba”
Paulo Afonso Martins Abati, Bryan Grignoli da Silva, Gabriela Esquerdo Sampaio, José Jorge Sanches, Marina Palla Miranda, Maria Olivia Ferreira Begnami, Marília Colturato Cleto, Ugo Caramori

Última alteração: 2016-11-08

Resumo


Objetivos: Definir a frequência de pressão arterial elevada, obesidade e glicemia capilaralterada em uma aferição em grupo de alunos que estudam na escola pública ProfessoraWanda Costa Daher, no bairro Habiteto, de Sorocaba (São Paulo, Brasil) e pesquisar aassociação dessas patologias com gênero, hábitos de vida e estado nutricional dosadolescentes em questão e montar uma intervenção não farmacológica no subgrupoconsiderado positivo no rastreamento realizado. Métodos: Estudo epidemiológico descritivo, transversal, que avaliou cerca de 250 alunos nafaixa etária dos 15 anos, da escola pública Professora Wanda Costa Daher, no bairro Habiteto,no município de Sorocaba. Os dados foram coletados através de questionário, aferição de pesoe altura (para cálculo de IMC), medida da pressão arterial e glicemia capilar. Pressão arterialelevada foi definida como pressão arterial sistólica e/ou diastólica igual ou acima do percentilescolar, cujos valores são 57-71 mmhg (diastólica) e 97-112 mmhg (sistólica); glicemia elevadafoi definida como, glicemia capilar aleatória acima de 200mg/dL;e IMC acima de 30 foiconsiderado como indicativo de obesidade.Resultados: Ao todo 138 alunos foram entrevistados, com idades entre 13 e 17 anos, sendo15 anos a idade prevalente. A média de faixa etária resultou, portanto, em um valor de 14,92.Quando questionados sobre a presença de histórico familiar de Diabetes, 50 entrevistadosforam afirmativos, o que representa 64% do total de participantes. Sendo assim, 36% negaram.Quando indagados sobre a presença de histórico familiar de Hipertensão Arterial, 57entrevistados declararam haver hipertensos em suas famílias, representando 59% dosparticipantes, contra os 41% que negaram. O cálculo de IMC foi realizado para 136 alunos.Desses, a maioria encontrava-se na classificação de normalidade. Os que estavam abaixo dopeso representam o segundo maior grupo, precedidos de obesos e sobrepesos,respectivamente. A respeito dos incluídos na classificação de obesidade, 80% possuíamobesidade tipo I e 20% obesidade tipo II. Foram relacionados os alunos com sobrepeso ouobesidade com o histórico familiar de diabetes e/ou hipertensão arterial. De tais entrevistados,63% não possuíam familiares com hipertensão arterial e 37% possuíam. 58% nãoapresentavam familiares com diabetes e 42% sim. 42% tinham familiares com diabetes ehipertensão, enquanto 58% não. Nos resultados obtidos pela aferição da pressão, foramcategorizadas duas classes: pressão regular e pressão alterada. Dos 138 alunos cuja pressãofoi pesquisada, 22% apresentaram pressão alterada. Foram criadas relações com os diversosgrupos e os dados obtidos da aferição, visto que o grupo de sobrepesos e obesos tinham emsua composição, 53% apresentando pressão alterada. E na totalidade, 44% dos queapresentaram pressão alterada relatam histórico familiar de Hipertensão Arterial. Os resultados da glicemia não geraram dados relevantes.Conclusões: Mesmo diante de um número de grupos pouco expressivo visto em comparaçãoao total, as relações obtidas atentam para o desenvolvimento de risco e certificam anecessidade da pesquisa e rastreamento individual como método interventivo e de atençãobásica.