, Fórum PAS - Prática em Atenção à Saúde 2013

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Alterações nutricionais em crianças da escola estadual Ida Yolanda Lanzoni de Barros - Sorocaba, São Paulo
Maria Carolina Pereira da Rocha, Caroline Moreschi, Filipe Terzis, Inajá Roberto, James Otieno, Jennifer Steschenko, Julia Souza, Lais Tieme, Larissa Rocha, Larissa Marchi, Larissa Codo, Larissa Olm, Letícia Muniz, Leidy-Landy Giselle Pires Medina, Ligia Torres, Loran Robillard, Lucas Deperon, Lucas Gobbi, Lucas Zahed, Lucas Vinicio, Luciana Verissimo, Luis Paulo, Luiz Benedetti, Samantha Faria

Última alteração: 2016-11-08

Resumo


A infância constitui um período de elevado ritmo de crescimento e fenômenos maturativos, levando a uma maior demanda de substâncias nutritivas. Uma dieta inadequada pode acarretar prejuízos no crescimento e desenvolvimento², bem como constituir-se num importante fator de risco para desnutrição e distúrbios metabólicos, como obesidade e sobrepeso. No cenário de distúrbios nutricionais, a desnutrição ou subnutrição pediátrica merecem destaque. Objetivo: Levantar dados antropomorfométricos e hábitos alimentares de crianças e investigar a etiologia das alterações identificadas. População e Métodos: A população constituiu-se de 160 alunos, na faixa etária de 6 e 9 anos, matriculados na Escola Estadual Ida Yolanda Lanzoni de Barros (EEDIYLB). A coleta de dados foi realizada em três etapas: 1) avaliação dos dados antropométricos (determinação da massa corporal, estatura e circunferências abdominais); 2) encaminhamento de solicitações de exames laboratoriais, indicadas segundo o desvio nutricional detectado; 3) preenchimento de um recordatório alimentar de uma semana por todos os alunos dessa faixa etária com ajuda dos professores. A intervenção consistiu em uma reunião dialogada entre alguns dos autores e os pais sobre práticas de orientação alimentar e erros alimentares mais habituais aos pais e alunos. Discussão e resultados: 62% apresentavam peso adequado à faixa etária; 38% apresentavam algum tipo de distúrbio nutricional; relativa equivalência entre os percentuais de crianças com sobrepeso e obesidade (16% e 17% respectivamente). Houve predominância do sexo masculino em achados de peso adequado e obesos, e feminino em distúrbios de baixo peso e sobrepeso. Os distúrbios nutricionais de excesso de peso não estavam, em sua maioria, relacionados a RA classificados como inadequados. Ao contrário: as crianças que apresentaram RA pior classificados foram as eutróficas. Conclusão: A discussão dialogada realizada com os pais teve importante papel na troca de experiências. O tema “Alimentação Saudável” constitui-se em motivo de muitas dúvidas por parte dos pais das crianças. Outro importante ponto a ser destacado foram os problemas advindos da escolha do RA como instrumento de pesquisa, já que a análise qualitativa desses dados prejudicou a obtenção de um dado estatístico objetivo. Por fim, ressaltamos ainda a grande importância da parceria entre os pesquisadores, a EEDIYLB e a Unidade de Saúde Vila Sabiá.