, Fórum PAS - Prática em Atenção à Saúde 2015

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Uso de tratamentos alternativos por pacientes do hiperdia de Aparecidinha
Luis Antonio Pires, Alana Rodrigues Alves, Aleksi Gomes Antila, Alessandra Marenco Barella, Amanda de Carvalho Hipólito, Amanda Sejtman Guttmann, Ana Carolina Chagas Negrão de Almeida Barros, Ana Carolina de Oliveira, Ana Cristina Pithon Curi, André Filipi Santos Sampaio, Anna Luiza Fonseca Cicone

Última alteração: 2016-12-07

Resumo


Objetivos: Diabetes Mellitus e a Hipertensão Arterial Sistêmica têm alta incidência e são tratadas por métodos tradicional e/ou alternativos. Investigar: 1) o uso de métodos alternativos, 2) a substituição do tratamento farmacológico por estes e 3) a possível relação entre o uso de métodos alternativos e sexo, idade e escolaridade. Durante o desenvolvimento do estudo, os pacientes foram orientados sobre a importância do tratamento medicamentoso pela distribuição de folders e fixação de banner informativo na UBS. Métodos: Foi realizada entrevista com 98 pacientes (sendo 68 do sexo feminino) cadastrados no Hiperdia da Unidade Básica de Saúde (UBS) de Aparecidinha. Os pacientes estavam distribuídos da seguinte forma: 8 (20 a 39 anos), 14 (40 a 49 anos), 20 (50 a 59 anos), 19 (60 a 69 anos) e 27 (acima de 70 anos). Em relação à etnia, se autodeclararam: pardos (41%), brancos (40%), negros (18%) e asiáticos (1%). Do total, 58 eram hipertensos, 31 diabéticos e hipertensos e 9 diabéticos. Aplicou-se questionário baseado em: Type 2 Diabetes Risk Assessment Form da Associação Finlandesa de Diabetes; Sample Questionnaire – Diabetes da Stanford University School of Medicine; Questionário: Risco de ter Diabetes da Prefeitura de São Paulo; e Questionnaire for Hypertensive patients da World Health Organization. Para a análise dos resultados foi usado o método qui-quadrado. Resultados: Em ambas patologias, a maioria (67,2% hipertensos, 66,7% diabéticos, 54,8% hipertensos e diabéticos), 63,3% do total, não fazia uso de métodos alternativos. Os métodos alternativos mais utilizados foram chá de erva cidreira (10 pacientes), berinjela (8) e chá de camomila (5) para hipertensão e chá de insulina (2) e quiabo (2) para diabetes. Conclusões: Apenas uma paciente substituiu o tratamento farmacológico pelo alternativo, o restante (35) fazia uso associado de ambos métodos. Não se observou correlação entre sexo, idade, grau de escolaridade e uso de métodos alternativos.

Palavras-chave


hipertensão arterial; diabetes; métodos alternativos