, Fórum PAS - Prática em Atenção à Saúde 2015

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Automedicação e abuso de fármacos pela população frequentadora da Unidade Básica de Saúde Nova Sorocaba
Edith Maria Garboggini Di Giorgi, Beatriz Rodrigues Verona, Christiane Machado Chen, Daniel Andres Ortiz Cabrera, Daniel Eduardo de Melo, Debora Petrella Perino, Deborah Ann Lindsey, Edgar Rezende Marques, Emanuela Yumi Fugisawa de Mello, Emanuelle Bárbara Dias Tomaz, Felipe Alexandre Fogaça Ferreira, Felipe Jordan Brino, Felipe Yoneda Reyes, Fernanda Folla Pompeu Marques, Fernanda Milani, Fernanda Rodrigues Ferrari Ruiz, Flávio de Fava Sanches, Francine Couri, Gabriel Yoshiaki Hata, Gabriela Caruso Almeida Prado de Castro, Gabriela Emirandetti de Paula, Gabriela Ferreira, Gabriela Fontes Freiria, Gabriela Oliveira Faria

Última alteração: 2016-07-08

Resumo


Introdução: Considerado um problema de saúde pública, não só no Brasil como no mundo, a automedicação vem crescendo, de prática usual entre as pessoas. A relação de saúde com o uso de medicamentos, associada a facilidade de acesso a muitos medicamentos, como anti-inflamatórios, analgésicos, antibióticos, entre outros, faz com que os pacientes abusem das drogas. Objetivo: Pesquisar questões relativas à automedicação, em uma Unidade Básica de Saúde [UBS], no Município de Sorocaba, refletindo sobre a magnitude do problema e iniciando medidas de saúde. Metodologia: Foi utilizada uma amostra de conveniência composta por 325 pessoas que utilizam a UBS Nova Sorocaba, nas suas necessidades de saúde visando mensurar o alcance dessa prática e como são escolhidos esses fármacos. Foram pesquisados o motivo da automedicação, a escolha do produto e o intervalo de tempo relacionado ao surgimento dos sintomas. Resultados: Dos 325 participantes da pesquisa, 76% eram do sexo feminino, a maioria entre 31 e 40 anos (20%). 46% referiram tomar remédios por conta própria. Dentre os remédios mais utilizados estão: Dorflex® (28%), Buscopan® (14%), Tylenol® (10%) e Neosaldina® (8%). 43% dos entrevistados referiram tomar o medicamento logo após o início dos sintoma, enquanto 31% esperam de um a três dias para se automedicar. 81% verificam a validade de todos os fármacos que tomam e 52% leem as bulas. A maioria dos entrevistados (61%) referiram compreender as prescrições e 65% do total acreditavam entender todas as orientações relacionadas ao diagnóstico e tratamento. Conhecimentos sobre o assunto, geram atitudes corretas e uma adequada prática em Saúde. Com essa proposta foi produzido um vídeo, para auxiliar no alerta sobre as principais consequências do mal-uso de medicamentos, abordagem a ser mantida nas consultas coletivas e no uso da televisão, na sala de espera para os usuários da UBS. Conclusões: O trabalho remete as inúmeras razões pelas quais as pessoas se automedicam. A propaganda intensa sobre determinados medicamentos contrasta com as tímidas campanhas que tentam esclarecer os perigos da automedicação. A questão é um problema de extrema importância, que vem sendo banalizado, pois o consumo indiscriminado de fármacos se tornam prejudicial à saúde, podendo aumentar a resistência de certos microrganismos a seus combatentes, além de poder provocar um efeito nocivo no organismo ou invés do efeito benéfico que se espera.

Palavras-chave


automedicação; conhecimentos; atitudes e prática em saúde; educação continuada